
A avaliação crítica de conteúdos repetitivos recoloca repertório e autoria no centro das conversas.

A avaliação crítica de conteúdos repetitivos recoloca repertório e autoria no centro das conversas.
O LinkedIn implementou uma ferramenta que permite aos usuários sinalizarem conteúdos que parecem ter sido gerados por IA de forma genérica. Essa ação é um dos exemplos recentes de como as redes sociais estão analisando o impacto das ferramentas de inteligência artificial na sua operação.
Durante meses, a conversa girou em torno da produtividade: como criar mais, escrever mais rápido e automatizar tarefas. Agora, as plataformas começam a mudar seu direcionamento, assumindo que, no final, o que interessa é o impacto dessa escala na qualidade das conversas.
Quando qualquer pessoa consegue publicar dezenas de textos em poucos minutos, o que passa a diferenciar um conteúdo não é o fato de ter sido escrito com ou sem IA, mas se ele traz repertório, contexto e um ponto de vista que só aquele autor poderia oferecer.
Esse é um dos indicativos de que estamos entrando em uma fase em que autenticidade deixa de ser apenas um valor de marca para se tornar um fator de distribuição. Se as plataformas começarem a favorecer conversas mais originais e relevantes, reduzindo a visibilidade de conteúdos repetitivos e sem contribuição real, o diferencial não estará na ferramenta utilizada, mas na capacidade de transformar conhecimento em ideias que retenham o tempo e a atenção das pessoas.