Resumo

O marketing de influência deixou de ser apenas uma extensão de mídia para se tornar um dos principais motores de vendas e construção de marca. Com mais de 2 milhões de criadores no Brasil, o setor amadureceu e exige estratégias baseadas em contexto, relevância e alinhamento do público, e não apenas no número de seguidores.

O futuro, já presente, do marketing de influência

Estratégia de comunicação deve entender a relevância do influenciador para sua marca

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Resumo

O marketing de influência deixou de ser apenas uma extensão de mídia para se tornar um dos principais motores de vendas e construção de marca. Com mais de 2 milhões de criadores no Brasil, o setor amadureceu e exige estratégias baseadas em contexto, relevância e alinhamento do público, e não apenas no número de seguidores.

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Data: 23/09/2026
Autor: Equipe Dona
Tempo de leitura: 8 min

Os influenciadores digitais são capazes de impactar a decisão de escolha de uma pessoa por um produto ou serviço dentro das plataformas de mídia. Por muito tempo, o marketing de influência era apenas uma extensão de mídia. Hoje, essa prática é uma das principais quando falamos em venda de produtos e serviços. 

Segundo levantamento realizado pela plataforma Influency.me, o Brasil conta com 2,1 milhões de influencers, com a entrada de 100 mil novos profissionais neste mercado só no último ano. O mercado brasileiro de influenciadores digitais continua crescendo, mas agora ele está mais profissional. 

No início das ações de marketing de influência, a métrica de sucesso de um creator era a sua quantidade de seguidores. Entretanto, em um ambiente cada vez mais competitivo, a influência tem que ter contexto para virar uma ponte que vai além de um meio de transmissão. Para uma boa estratégia, é necessário entender a relevância daquele influenciador e qual público ele vai atingir.

A influência precisa gerar conexão entre o público e a marca. A forma do público descobrir novos negócios mudou, e a geração Z é um grande exemplo: de acordo com um estudo da GWI, cerca de 20% das pessoas nascidas entre 1995 e 2010 encontram novas marcas por meio das recomendações de influenciadores.

A Gen Z valida empresas e decide comprar de uma forma mais fluida, porque o público valida sua opinião a partir de uma busca profunda, vendo mais de um conteúdo, de mais de um creator, em nichos diferentes.

Além disso, a economia de criadores (ou creator economy) se tornou bem mais abrangente. Com os avanços tecnológicos, a comunicação digital passa a ser o centro de diferentes setores. Logo, cada vez se torna mais importante estar atento às pontes que os criadores de conteúdo constroem com seus públicos e, principalmente, em como isso vai impactar as marcas envolvidas. 

O futuro do marketing de influência também passa diretamente pela inteligência artificial. A tecnologia pode automatizar a busca do creator ideal para seu negócio, mas também abre um novo mercado de influenciadores sintéticos, desenvolvidos pelas ferramentas de IA exclusivamente para as marcas. Os impactos ainda são iniciais, porém já relevantes o suficiente para impulsionar novas estratégias de comunicação.

No fim, uma rede social é construída por pessoas. Por isso, algumas práticas permanecem perenes durante o turbilhão de novidades de IA. O público segue preferindo acompanhar influenciadores sinceros, que compartilham suas rotinas de forma transparente, gerando empatia da sua audiência. Em uma internet cada vez mais artificial, as pessoas procuram por autenticidade e humanização.

Essas duas características lideram a ascensão dos criadores de nicho, que atuam com maior proximidade junto aos usuários. Mesmo com menos seguidores, eles têm maiores taxas de engajamento em suas comunidades e acabam gerando maior conversão para as empresas também. 

Uma pesquisa da Youpix, em parceria com a Nielsen, mostra que 43% dos consumidores lembram mais do creator do que da própria marca da #publi. Esse dado, à princípio, pode gerar o medo para sua marca. Imagina investir num creator e não gerar awareness para sua empresa?

No entanto, não é motivo para temer. Isso só demonstra que a sua estratégia deve envolver o influenciador e respeitar sua linguagem, seu repertório cultural, universo e comunidade que o acompanha. E entender o mais importante: será que ele vai dar match com o meu negócio? Só assim o marketing de influência se torna um diferencial na sua estratégia de comunicação. 

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